Cientistas aproveitam o pequi como anti-inflamatório e protetor solar

√Č o caso do pequi, muito utilizado na culin√°ria no cerrado brasileiro, principalmente pela popula√ß√£o de Goi√°s. Al√©m da alimenta√ß√£o, o √≥leo de pequi, extra√≠do da polpa e da am√™ndoa do fruto, j√° √© utilizado na ind√ļstria farmac√™utica e de cosm√©ticos. Mas, o que sobra do pequi ap√≥s esse processo, equivalente a 90% do fruto, geralmente √© descartado, gerando um desperd√≠cio de centenas de toneladas por ano.

Por Redação - Agita Goiás em 16/11/2021 às 08:48:35

Muitos cosméticos s√£o produzidos a partir de matérias-primas naturais, que est√£o dispon√≠veis a baixo custo e sem agredir o meio ambiente. E ainda ajudam a movimentar a economia e ajudar pequenos produtores.

É o caso do pequi, muito utilizado na culin√°ria no cerrado brasileiro, principalmente pela popula√ß√£o de Goi√°s. Além da alimenta√ß√£o, o óleo de pequi, extra√≠do da polpa e da am√™ndoa do fruto, j√° é utilizado na ind√ļstria farmac√™utica e de cosméticos. Mas, o que sobra do pequi após esse processo, equivalente a 90% do fruto, geralmente é descartado, gerando um desperd√≠cio de centenas de toneladas por ano.

Isso, no entanto, pode mudar. Pesquisadores da unidade de Assis da Universidade Estadual Paulista (Unesp), encontraram uma forma criativa, sustent√°vel e barata de aproveitar essa matéria-prima natural. Em estudos que come√ßaram em 2016, os cientistas desenvolveram dois novos produtos a partir dos res√≠duos da fruta: um creme anti-inflamatório e um protetor solar com propriedades antioxidantes, capazes de retardar o envelhecimento da pele.

A professora da Unesp em Assis, Lucinéia dos Santos, cita as vantagens dessa descoberta e destaca benef√≠cios que o aproveitamento das sobras do pequi vai proporcionar. Segundo ela, além dos benef√≠cios no campo da cosmética, a economia social das fam√≠lias que dependem do fruto também pode melhorar com o aproveitamento desse material de forma sustent√°vel.

Ainda segundo a pesquisadora, os produtos desenvolvidos com o res√≠duo do fruto apresentaram resultados promissores em testes farmacológicos.

As novidades já foram patenteadas pela Agência Unesp de Inovação e aguardam aprovação da Anvisa para serem comercializadas.



Fonte: EBC

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